Antes de falarmos em catexia propriamente dita, é importante discorrermos preliminarmente sobre as bases que Freud pensou ao usar o termo.
Freud foi categórico ao afirmar que os instintos (ou Pulsões) são “a suprema causa de toda a atividade” (1940, livro 7, p. 21 na ed. Brás.)

por José Silveira Passos
Antes de falarmos em catexia propriamente dita, é importante discorrermos preliminarmente sobre as bases que Freud pensou ao usar o termo.
Freud foi categórico ao afirmar que os instintos (ou Pulsões) são “a suprema causa de toda a atividade” (1940, livro 7, p. 21 na ed. Brás.). Segundo Fradiman & Frager (1979) os instintos são as pressões que um organismo sofre com a finalidade de obtenção de satisfação particulares. Em termos corporais (físicos), os instintos são chamados de necessidades e em termos mentais são referenciados como desejos. Os instintos são os propulsores que levam o ser humano ao movimento em direção à satisfação.

Os componentes que fazem parte dos instintos são quatro: fonte, finalidade, pressão e objeto.

– Fonte – pode ser uma parte do corpo ou todo ele – quando uma necessidade se manifesta;
– Finalidade – abrandar a necessidade até que a satisfação desejada seja alcançada;
– Pressão – força necessária (ou quantidade de energia) utilizada com a finalidade de satisfação do instinto;
– Objeto – coisa, ação, expressão, pessoa ou lugar que torna possível a satisfação da necessidade primitiva.

Estes quatro componentes, formam um sistema peculiar e característico que pode ser observado em termos fenomenológicos. Por exemplo, em uma pessoa que está com fome, em que a glicose baixa além de sua taxa normal. O organismo necessita repor esta glicose para que possa seguir com suas funções normais. O corpo baixa o seu nível metabólico até o ponte em que necessita de mais energia. A fonte é a necessidade cada vez maior de alimento. Supondo que a fome não seja saciada, a necessidade irá se tornar cada vez mais acentuada e poderá tornar-se consciente para a pessoa com “fome”. Se esta fome não for satisfeita, ela irá cada vez mais se tornar acentuada; concomitantemente, ao agravar a intensidade, irá também aumentar a pressão (ou a quantidade de energia livre disponível) para possibilitar o alívio da fome. A finalidade (ou propósito) é o alívio das tensões causadas pelo desconforto da fome. Poderíamos afirmar que o objetivo não é simplesmente obter comida, mas sim reduzir a tensão. O objeto envolve toda a ação que o sujeito irá desenvolver para saciar a fome, por conseguinte, não é simplesmente a comida. O objeto é tudo o que o sujeito necessitará fazer para saciar a sua necessidade desde o mover-se literalmente, tal como caminhar até a cozinha, abrir a geladeira e escolher entre várias comidas, verificar como preparar, prepara-las e comê-las.

A satisfação dos instintos poderá ser plena ou parcial. Nos animais a satisfação plena dos instintos costuma ser limitada por meio de padrões de comportamentos estereotipados.
Os instintos, no ser humano, proporcionam a necessidade de uma ação que irá possibilitar a satisfação dessas necessidades. O individuo irá solucionar esse “problema” baseando-se no resultado das necessidades biológicas iniciais, com o “desejo” mental (conscientemente ou não) e com a gama de conceitos ou idéias anteriores, costumes e as circunstancias opcionais do momento presente.
Lembrando que a satisfação dos instintos tem por finalidade diminuir a tensão a um nível previamente “agradável” ou “aceitável”. No caso de uma pessoa saudável com fome, ela irá seguir em busca dessa de ação que poderá propiciar redução desta tensão (fome) até que seu organismo volte ao nível de repouso (sem tensão) anterior. Este ciclo completo é denominado de “tensão-redução”. As tensões estarão plenamente resolvidas quando o corpo retornar ao estágio de equilíbrio inicial, ou seja, antes da necessidade manifestar-se.

Duas categorias de instintos básicos são descritas por Freud: a sexual e a destrutiva ou agressiva. Nesse sentido, presumi-se conflito entre estas duas forças, chamados de conflitos instintivos básicos, biológicos, contínuos e sem resolução. A combinação dessas duas forças é que proporciona um funcionamento aparentemente normal, ou seja, sem uma manifestação visível desses conflitos em temos mentais e comportamentais.

A fusão dessas duas forças propicia a manifestação de uma diversidade e complexa gama de comportamentos no ser humano. Freud diz textualmente: “Os instintos sexuais fazem-se notar por sua plasticidade, sua capacidade de alterar suas finalidades, sua capacidade de se substituírem, que permite uma satisfação instintual ser substituída por outra, e por sua possibilidade de se submeterem a adiamentos…” (1933, livro 28, p. 122 na ed. Brás.). Parece, então, que os instintos funcionam como vias que servem de caminhos através dos quais a energia flui obedecendo às suas próprias leis.

As forças de energia destes instintos parecem vir de fontes distintas. A força sexual chamada por Freud de libido (do latim “desejo” ou ainda “anseio”) é a energia útil para o instinto de vida. Instinto de vida aqui se refere à força sexual e libido a essa força. Quando Freud descreve o conceito de libido, cria-se uma certa confusão pois diz que “Sua produção, aumento ou diminuição, distribuição e deslocamento devem propiciar-nos possibilidades de explicar os fenômenos psicossexuais observados” (1950a, livro 2, p.113 na ed. Brás.). Nesta descrição dá-nos a entender que a libido é mensurável (!?).

A libido possui certa “mobilidade”, ou seja, ela pode ser deslocar de uma área de atenção para outra, o que torna esse conceito importante para o nosso propósito aqui no que diz respeito ao conceito de Berne sobre o termo catexia.
Vamos encontrar em Fradiman & Frager (1979), “Freud descreveu a natureza passageira da receptividade emocional como um fluxo de energia, fluindo para dentro e para fora das áreas de interesse imediato”.
Quanto ao instinto de morte parece faltar uma maior elucidação quanto às suas propriedades. “A energia do instinto de agressão ou de morte não tem um nome especial. Ela supostamente apresenta as mesmas propriedades gerais que a libido, embora Freud não tenha elucidado este aspecto”, (op, cit. p. 10).

“Catexia é o processo pelo qual a energia libidinal disponível na psique é vinculada a ou investida na representação mental de uma pessoa, idéia ou coisa. A libido que não foi catexizada. A libido que foi catexizada perde sua mobilidade original e não pode mais mover-se em direção a novos objetos. Está enraizada em qualquer parte da psique que a atraiu e segurou” (op. Cit. p. 10).

A palavra em alemão que Freud utilizou para designar catexia foi besetzung, que significa literalmente investir, ocupar.
Fradiman & Frager (1979), utilizam de uma metáfora para explicar o conceito de catexia que passo a transcrever resumidamente a seguir. Imaginando que a libido fosse certa quantidade de dinheiro, a catexia seria o processo de investir esse dinheiro. Vamos supor que uma parte desse dinheiro foi destinada ao investimento (catexizada) na bolsa de valores. O montante de dinheiro inicial foi diminuído, ficando apenas uma parte que poderá ser investida em outra aplicação, como caderneta de poupança, por exemplo. Note que na segunda aplicação (caderneta de poupança) você só poderá aplicar o que sobrou não a quantia de dinheiro originária, pois já aplicastes uma parte na bolsa de valores.
Ou seja, é importante distinguir catexia de energia psíquica. Freud não definiu energia psíquica, mas sim instintos (pulsões), que são designadas de forças (sexual e de morte ou destruição).

“A teoria psicanalítica está interessada em compreender onde a libido foi catexizada inadequadamente. Uma vez liberada ou redirecionada, esta mesma energia está então disponível para satisfazer outras necessidades habituais” (op. Cit., p. 10).
Em sua obra “Intuition and Ego States”, Berne diz que “uma comunicação é compreendida quando esta muda a distribuição da catexia psíquica no organismo receptor. Qualquer alteração na catexia psíquica em um organismo, tal como a traduzida pela comunicação, muda suas potencialidades para a ação. A catexia diz respeito à carga de ‘Energia Psíquica’ numa imagem psíquica e o investimento de sentimento e significância nesta imagem. Nem tudo que muda a distribuição de catexia e, por conseguinte, as potencialidades para a ação, é uma comunicação. Mudanças metabólicas, fantasias e sonhos podem fazer o mesmo. O valor de uma comunicação é determinado pela extensão da mudança quantitativa da distribuição de catexia no comunicante e no receptor e, conseqüentemente, suas potencialidades de ação”.

(“A communication is understood when it changes the distribuition of psychic cathexes in the receiving organism. Any change in the psychic cathexes in na organism, such as that brought by a communication, change its potentialities for action. Cathexis refers to the charge of “psycic energy” on the psychic image, and the investiment of sush an image with feeling and significance. Not everythingwhich changes cathectic distribuition and, hence, potentialities for action, is a communication: Metabolic changes, fantasies, and dreams may do the same thing. The value of a communication is the extent to which it changes quantitatively the cathectic distributions in the communicant and the receiver and, hence, their potentialies for action”. p. 58, Intuition and Ego States, Copyright © 1977 by the International Transactional Analysis Association).

Berne parece ter tomado por empréstimo o conceito de catexia de Freud. No entanto, quando de sua utilização parece ter modificado o seu significado.
Berne (1961), ao descrever os desvios no estado de ego, no caso de Mrs. Tettar, afirma que “tais desvios no estado do ego, que podem ser prontamente observado tanto em pessoas sadias como em pacientes, podem ser explicados através do conceito de energia psíquica, ou catexia, com base no princípio de que num dado momento, aquele estado do ego que é catexizado de um certo modo terá o poder executivo ou de comando”, p. 2. “Num primeiro momento”, continua o autor, “será suficiente falar simplesmente de ‘fluxo de catexia’. Os dados fornecidos a respeito de Mrs. Tettar podem ser explicados, neste sentido, dizendo-se que ela chegou com uma Criança em alta catexia; esta catexia gradualmente fluiu da Criança para o Adulto, até que o Adulto assumiu o comando, mas, na hora em que ela saiu, a catexia foi drenada de volta à Criança, e, quando ela conseguiu conter-se, fluiu abruptamente de volta para o Adulto”. P. 2.
Ou seja, Berne usou o termo catexia para designar energia psíquica, diferentemente do conceito freudiano original. Entretanto, isso não invalida ou tampouco coloca em xeque todo o manejo que Berne fez em termos de estados de ego usando o conceito de catexia. Apenas, chamo à atenção para não corrermos o risco (nós analistas transacionais) de estarmos usando o termo catexia com o mesmo significado freudiano. Pois se assim fosse, estaríamos cometendo um equívoco imperdoável aos olhos dos freudianos, principalmente os mais ortodoxos.
Berne (1961) descreve três tipos de catexia que ele chamou de ATADA, DESATADA e LIVRE. As energias, ou Catexias ATADA e DESATADA estão “fixadas” dentro de cada um dos estados estruturais de ego, enquanto a LIVRE se move entre um e outro.
Berne (1953) iniciou seus estudos mais aprofundados de catexia a partir dos experimentos de Penfield, a respeito da possibilidade de se vivenciar, mediante eletrodos colocados em determinadas regiões do cérebro, situações de infância, com consciência completa.

A partir destes estudos, acrescidos de trabalhos dos psicanalistas Federn e Weiss, Berne chegou às conclusões importantes para a compreensão da organização psíquica e suas variantes em termos de normalidade.
Berne escreveu que a Catexia é a energia psíquica, indispensável para o movimento psíquico. Adicionou que esta se apresenta em três formas: Catexia atada, desatada e livre. Na verdade a Catexia é a mesma, o que muda são os impulsos (que sofrem interferência de – história de vida, situação fisiológica da pessoa no momento, expectativas e mecanismos de defesa) e estímulos externos à pessoa – determinará em que estado de ego a desatada e a livre vão estar.
Berne (1961) usou a metáfora do macaco na árvore para ilustrar a diferença entre as três formas de catexia.

Quando o macaco está parado no galho, ele possui energia potencial (a energia que seria liberada se o macaco caísse no chão). Esta energia potencial é análoga à catexia ATADA.
Se o macaco caísse do galho a energia potencial seria liberada como energia cinética. Isto ilustra o tipo de catexia DESATADA.
Entretanto, se o macaco resolver pular do galho, ele acrescentaria a sua força (energia) muscular. Berne sugere que esse uso voluntário de energia é análogo à catexia LIVRE.
Berne (1961) usou a metafora das três bolinhas para representar os estados de ego e consequentemente a energia psíquica em cada um deles. Cada estado de ego é considerado metaforicamente como tendo uma linha divisória que demarca as fronteira entre eles.
Berne (1961) afirma: “As fronteiras do ego são concebidas como semipermeáveis em quase todas as condições. Elas são relativamente impermeáveis para a catexia atada e desatada, enquanto a catexia livre pode passar, com relativa facilidade, de um estado de ego para outro” (p. 38).

Baseando nessa hipótese, Berne resumiu a situação psicológico, no que concerne aos tipos de catexia, da seguinte maneira:
a) Eu real – será o estado de ego com maior concentração de catexia LIVRE.
b) Poder de comando (ou poder executivo) – estará no comando da personalidade o estado de ego em que a soma líquida da catexia DESATADA e LIVRE (catexia ATIVA) for maior naquele momento.
Quando um determinado estado de ego está ditando o comportamento de um indivíduo, esse estado de ego é considerado com tendo o poder de execução. Como afirma Berne (1961), o executor é o estado de ego que tem o acesso máximo ao aparelho motor – o estado de ego que tem as rédeas, por assim dizer.
Quando um indivíduo se experimenta em um determinado estado de ego, dizemos que ele está experimentando esse estado de ego como o seu eu real (self real). É como se ele dissesse: “esse sou eu”. Em outras palavras, o eu real é aquele estado de ego que o indivíduo percebe conscientemente como o “eu” (“self”).
O poder de comando (ou executor) se encontra no estado de ego em que tem a maior soma (DESATADA + LIVRE) de energia. Essa soma reflete tanto o grau no qual a energia fixa do estado de ego se tornou DESATADA (um processo inconsciente), como o grau no qual a atenção foi conscientemente concentrada dentro do estado de ego. O fator consciente fará a diferença no que é feito.

Alguns exemplos para ajudar a elucidar:
1) Você está com as suas mãos sujas. Você as lava. O seu eu real está em seu Adulto, refletindo aí a máxima energia LIVRE (ou catexia LIVRE). O seu executor também está no Adulto, devido a maior soma (DESATADA + LIVRE) que está lá. Suas ações estão em sintonia dentro do ego, ou seja, o seu eu real e o seu executor estão no mesmo estado de ego. Neste caso chama-se ego sintônico.
Suponha agora que um colega seu, olha para as suas mãos e as consideram sujas, quando, na realidade, elas não estão. O eu real deste seu colega está na Criança, explicando, assim, a sua pouca capacidade de observação (as suas mãos sujas são um delírio). Ele age aparentemente de uma maneira irracional, insistindo para que você lave as mãos, mesmo elas estando limpas. O seu executor está também na Criança, pois a maior quantidade de energia (DESATADA + LIVRE) está lá. Este seu colega avalia mal a realidade (ele e um observador atento, discordam sobre a sua necessidade de lavar as mãos… neste nível, o seu colega é considerado psicótico). Entretanto, suas ações permanecem em sintonia dentro do ego, pois o seu eu real e o seu executor ainda estão no mesmo estado de ego (Criança, no caso). Ego sintônico.
Imagine agora, uma mulher com uma compulsão para lavar as mãos, mesmo sabendo que elas estão limpas. O seu eu real está em seu Adulto e ela sabe que suas mãos estão limpas. Porém o seu executor está na Criança. Apesar de o Adulto possuir mais energia LIVRE, ela tem uma quantidade elevada, de modo anormal, de energia DESATADA dentro de sua Criança, de modo que a soma (DESATADA + LIVRE) de energia é maior dentro da Criança. Uma vez que o seu executor está em sua Criança, ela precisa lavar as mãos, mesmo que elas estejam limpas e mesmo que ela saiba que elas estão limpas.
Dizemos que esta mulher avalia bem a realidade (ela e um observador atento concordam que suas mãos estão limpas), porém suas ações são distônicas dentro do ego. De alguma maneira o “eu” e a pessoa responsável pelas ações agora são diferentes. O “não eu” assumiu o controle e ela sente que, em algum ponto, ela não tem controle. Neste caso chamamos de Ego distônico.

2) Imagine que estou em meu trabalho discutindo uma tarefa planejada com um colega. No início da discussão, a minha atenção está toda na tarefa. Você observando atentamente os meus sinais comportamentais, dirá com certa segurança que estou no meu estado de ego Adulto. Eu, com a minha própria experiência, também diria que estou no meu estado de ego Adulto, pois estou transacionando no aqui-e-agora, trocando e obtendo informações. Meu eu real é o Adulto e o poder de comando também está no Adulto: Ego sintônico
Suponha que à medida que o tempo passa vou ficando entediado. Fico pensando comigo mesmo: “gostaria de estar na praia agora – o sol lá fora está convidativo – mas, infelizmente não posso fazer isso agora”. Nesse momento estou experimentando o meu estado de ego Criança. Provavelmente estarei reencenando ocasiões em que estava na sala de aula, sentindo-me entediado com a aula chata, desejando estar em outro lugar brincando. Apesar de me sentir entediado continuo a realizar o trabalho. Enquanto você observa o meu comportamento, você me vê trocando informações. Nesta situação, externamente, ainda estou me comportando no meu Adulto. Mas, o meu comportamento não mais se encaixa com estado de ego que estou experimentando. Eu real: Criança. Poder de comando: Adulto. Nesta situação e ego é dito distônico.
Suponha que à medida que o tempo passa vou ficando entediado. Fico pensando comigo mesmo: “gostaria de estar na praia agora – o sol lá fora está convidativo – mas, infelizmente não posso fazer isso agora”. Nesse momento estou experimentando o meu estado de ego Criança. Provavelmente estarei reencenando ocasiões em que estava na sala de aula, sentindo-me entediado com a aula chata, desejando estar em outro lugar brincando. Apesar de me sentir entediado continuo a realizar o trabalho. Enquanto você observa o meu comportamento, você me vê trocando informações. Nesta situação, externamente, ainda estou me comportando no meu Adulto. Mas, o meu comportamento não mais se encaixa com estado de ego que estou experimentando. Eu real: Criança. Poder de comando: Adulto. Nesta situação e ego é dito distônico.

• Exercício: crie três exemplos que ilustre alguém com um estado de ego no comando enquanto experimenta um estado de ego diferente como o seu eu real.

Incongruência
Você poderá me observar sentado, assistindo uma palestra por exemplo. Estou sentado de modo ereto, não me mexendo muito, não falando. A princípio você poderá dizer que, comportalmente, eu estou no estado de ego Adulto. Entretanto, internamente, poderei estar imerso em meus pensamentos, sonhando acordado na minha Criança. Sem fazer qualquer indagação você não tem meios de saber disso.
Entretanto, é possível que eu emita algumas pistas comportamentais mais sutis que indicam o que está ocorrendo de fato. Os sinais comportamentais mais óbvios indicarão o estado de ego que tem o poder executivo. Os sinais mais sutis, não combinam com aquele do poder executivo. Esses sinais mais sutis, encaixam no estado de ego que a pessoa está experimentando como eu real. Tecnicamente dizemos que este comportamento demonstra incongruência.
No exemplo dado anteriormente, quando eu estava discutindo o planejamento com meu colega no trabalho, meus comportamentos mais óbvios combinavam com o estado de ego que estava no comando, ou seja, Adulto. Entretanto, um observador que tivesse me escutado atentamente teria notado que o meu tom de voz tinha ficado monótono enquanto falava. O meu olhar, que antes se dirigia regularmente entre o trabalho e o rosto do meu colega, agora estava perdido e fixo num ponto da mesa. Estas incongruências seriam importantes pistas para ajudar o observador julgar que havia mudado a minha experiência do eu real Adulto para a Criança.

R E C O M E N D A Ç Ã O
O reconhecimento das incongruências é uma das habilidades mais importantes que o analista transacional deve desenvolver.
Portanto, pratique e desenvolva esta habilidade!

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